domingo, 12 de setembro de 2010

Um fim-de-Semana de Estreias!

Quando conhecemos o nosso trilho, ou temos a certeza de qual o caminho que pretendemos percorrer, basta calçar os ténis e dar um nó na força de vontade. Creio que é esta a conclusão que se pode tirar da MEIA de São João das Lampas, na minha opinião a rainha das Meias Maratonas, pela sua dureza mas também pelos seus anos de existência.



É tudo a estrear! É o que posso apregoar deste fim-de-semana de estreias desportivas. Primeira vez da Meia das Lampas e primeira prova pela equipa TANDUR serviram de mote para mais uma meia maratona, no meu caso a 3º deste ano, depois da Meia da Ponte e da Meia da Areia. Antes de falar da prova, gostaria de agradecer ao Vitor Veloso e ao António Almeida não só o convite para incorporar a equipa TANDUR mas também por me fazerem sentir parte da sua maravilhosa família, ou melhor dizendo do seu “Staff Desportivo”, a todos eles o meu mais sincero agradecimento.
16H e “aterrávamos” nas Lampas, para recolher dorsais, saudar os “velhos” amigos, e cumprimentar “novos” companheiros. A minha primeira imagem ao chegar às Lampas, foi a de um verdadeiro arraial desportivo, com inúmeros atletas já no aquecimento, outros em amena cavaqueira, isto tudo com música e animação no espaço envolvente à partida. Espectáculo! Estes largos minutos antes da partida, é que fazem a família da blogosfera Corredora ser diferente, são momentos de uma simplicidade e simpatia envolvente que nos absorve e assoberba a alma. Foi óptimo reencontrar o Joaquim Adelino e o Mário Lima, que ao saberem da minha estreia na prova se desdobraram em dicas, ajudas e conselhos para que a estreia corresse da melhor forma. Foi um prazer conhecer pessoalmente a Susana Adelino, oito dias depois de ter conhecido o seu marido Daniel, a eles votos de muitas felicidades para a corrida de nove meses que agora percorrem. Feitos os cumprimentos e abraços, eis que a “treinadora” Isabel Almeida, anuncia a hora do aquecimento, estava na hora de preparar o início da corrida, parecia-mos estrelas, no meio de tantas fotos, tiradas pelas fotógrafas de renome Ruth Veloso e Isabel Almeida (“ex-treinadora”). As magníficas cheerleaders Vitória e Carolina apoiavam os papás afincadamente. Nem imaginam como são fantásticos estes momentos antes da partida. Tudo a postos e o nosso amigo e director da prova Fernando Andrade, dava o tiro para as famosas Rampas.



Eu e o Vitor logo cedo encontramos o nosso ritmo, e fomos deixando o António Almeida, com muita pena nossa, um pouco para trás. 1km em 4mins e estava concluída a volta de cortesia, a seguir era sair de São João das Lampas. Uma descida muito inclinada de aproximadamente 1km, era o aviso para o que iriamos encontrar durante a prova, um autêntico carrossel, de sobe e desce constante, com subidas longas e íngremes, muito íngremes, obrigando a alterações de ritmo constante. Até aos 5 km´s fomos andando e rebocando alguns atletas que teimosamente se mantinham atrás de nós, aproveitando o ritmo imposto e a barreira que íamos fazendo ao vento que soprava de frente com alguma intensidade. Depois do primeiro abastecimento a mais difícil das subidas obrigava a abrandar o ritmo para 5m35s\Km, mas esta dificuldade mostrou-nos que estávamos bem e no ritmo certo. Nas várias aldeias que passávamos a população saudava vivamente a corrida, brindando com alguns chuveiros à beira da estrada os atletas que prontamente agradeciam a generosidade.



Chegávamos aos 10km e nesta altura o Vitor parecia estar a passar um momento menos bom, mas o homem tem força que nunca mais acaba e depois da Bomba (leia-se Gel), estávamos de volta à luta, e aos reboques, pois já trazíamos mais 2 penduras. Perto dos treze, a passagem pela zona da chegada, trouxe a motivação e força necessárias, para uma grande parte final. No abastecimento dos 15 Km, traçamos a última estratégia, depois da última subida forçamos o ritmo, e assim foi. Aos 17 Km a última dificuldade deixava muitos atletas que circulavam à nossa frente, literalmente parados ou a andar, que curiosamente quando nos viam passar os dois num ritmo certinho e lado a lado, depressa se “colavam” à boleia. No fim da subida já iam alguns 6 lá atrás, todos contentes da vida. Aproveitando o ritmo forte que um atleta vindo de trás trazia, descolámos do grupo e nunca mais nos viram, pois até ao fim o ritmo foi forte, muito forte, baixando para uma média, por vezes abaixo dos 4m00s\Km. A chegada estava à vista e aquela recta da meta, magistral, com a foto de chegada a marcar 1h43m23s.


Em resumo a equipa TANDUR fez uma boa prova com o 24ºlugar por equipas em 37 contabilizadas. A Prova é Espectacular, a Organização do melhor que já vi. Ao amigo Fernando Andrade um grande abraço e muitos Parabéns pela Excelência da prova, que para o ano certamente será local de presença obrigatória. Uma nota de registo apenas aos apoios institucionais que na minha humilde opinião só ficam a perder ao não patrocinar esta magnífica prova feita por atletas para atletas, pois isso creio que diz tudo e faz toda a diferença.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um Grande Fim de Semana e a Corrida da Festa.

Que grande fim-de-semana este, no sábado cheguei á meta da maternidade com a minha esposa Cátia e o meu filhote Tiago para recebermos a pequena Matilde, e menos de 24horas depois já tinha os ténis calçados para mais uma prova ao lado dos amigos da blogosfera Corredora.
Domingo de manhã, ainda meio combalido das emoções da véspera, decidi correr ao fundo da rua, mais precisamente na corrida do Avante. O “flyer” anunciava que os dorsais estavam disponíveis a partir das 8horas, por isso às 7:50 saí de casa para o aquecimento matinal. O processo do costume, consultar os editais, recolher o dorsal e eis que a surge a primeira agradável surpresa, o amigo Mário Lima ali a dois passos, à conversa com uma das pessoas da blogosfera que mais ambicionava conhecer, Joaquim Adelino, esse mesmo, o pára que diz que não pára. Uma honra conhecer este homem, com uma vontade enorme de correr por esse mundo fora. Palavra puxa palavra, e começa o desfile de vedetas, tornando difícil conseguir chegar à conversa com todos, o Daniel, o Carlos, o Tiago Silva, o Carlos Lopes, uffff…, dois segundos para recupera o fôlego, o Nascimento, o Luis Parro, e tantos outros que se torna difícil de mencionar. Até Auchanianos havia à solta no Avante, um grande abraço ao meu amigo Mário Falagueira, um desportista em férias, que teve a “coragem” mais a sua namorada, de calçarem os ténis e correr lado a lado com os malucos das corridas.

Eu e o meu amigo Mário Falagueira

Ops….Tiro de partida e lá vamos nós para 10,5km´s maioritariamente à beira-rio, um local magnifico para correr. 600metros, e eis que surge o primeiro e talvez único erro da prova, uma rua estreita com carros parados de um lado e de outro não deixa muita margem de manobra, mas o pelotão alongou-se um bocadinho e a malta lá passou andando ou correndo. Depois foi contemplar o rio, deixar correr os km´s. Ao segundo km o garmin apita e diz-me que último Km foi feito em 3m53s, pensei duas vezes, e decidi abrandar um pouco. Sim, porque a treinar pouco com poucas horas de sono e a fazer estes tempos ao Km, não via a paisagem e chegava ao fim todo roto. Estabilizei aos 4m25s, para acabar confortável sem partir a corda, deixei ir o Nascimento que ia num grande pedalada, e fiquei com o João do CRCP(um grande clube que já representei noutras andanças fora da corrida) . Entramos no Seixal, em bom ritmo, vendo o resto do pelotão a encher a marginal, dando uma foto maravilhosa do que deve ser o desporto popular. Eis que surge o retorno, e o abastecimento logo a seguir, para ajudar a hidratar que o calor já apertava, dificultando, a tarefa que até ali tinha sido fácil. Após o abastecimento, nem deu tempo de mirar o rio, e deixarmo-nos absorver pela magnifica paisagem que a zona ribeirinha do Seixal oferece, o pelotão começava a cruzar-se, e era tempo de saudar os amigos que vislumbrávamos ainda em sentido contrário. Saudei o Jorge Branco, o Hamilton, o Falagueira e quando dei conta já estava a passar a ponte da fraternidade para entrar na Amora, resumindo, nem vi o Rio.
A placa marcava 8Km´s e estava na altura de acelerar um pouco até ao fim, pois conheço bem aquela zona e sabia que pouco depois dos 9km´s havia uma subida matreira que ia maltratar muita gente. Deixava nesta altura o João para trás e só na pequena subida, sorri para duas fotos e ultrapassei 3 atletas, a partir daqui era descer um pouco e embalar para a meta. Na descida vi os campos do Amora e recordei tempos de outrora, ainda miúdo a correr atrás da bola, com tantos outros rapazes que sonhavam ser jogadores da bola, bons tempos esses de azulvestido e Amora ao peito. Mas como vos disse a descida era curta e logo arranjei um objectivo para a recta final, apanhar a atleta da garmin que ia 200 metros á minha frente, apertei mais um pouco e deixei-me embalar suavemente para nos últimos 500metros ultrapassar mais 5 atletas ( incluindo a Garmin) e terminar com um último km em 4:00. Prova concluída, em 44min e qualquer coisa segundos, pois quando me lembrei de olhar para o relógio já ia a meio do percurso para recolher a bela da T-shirt e o diploma que comprova ter lá estado. Já com os brindes e meia dúzia de flyers na mão, era tempo de esperar e procurar os bons amigos da blogosfera em especial o Vitor Veloso e a sua magnifica familia para agradecer todo o carinho demonstrado horas antes aquando do nascimento da minha filha. Mas tal como disse no principio ainda faltava mais uma surpresa, que era conhecer pessoalmente o Fábio e o Hamilton, duas pessoas que ambicionava conhecer pelo seu blog que é sempre um ponto de passagem nas viagens da blogosfera.

A equipa da Blogosfera

Tirada a foto para imortalizar o momento e toca a correr de volta ao Hospital para voltar a ter a minha princesa nos braços, pelo caminho tive ainda tempo presenciar um dos mais magníficos episódios de desportivismo na minha vida desportiva. O nosso amigo Jorge Branco que eu tinha visto terminar a prova momentos antes, tinha voltado atrás com a t-shirt e o diploma de baixo do braço para fazer os últimos metros, lado a lado, com um companheiro de corrida de longa data que passava por maiores dificuldades, a Ele deixo um grande abraço por este gesto que irei certamente recordar ao longo dos anos.
À e quase me esquecia, depois de tanta corrida ainda tive de correr mais um pouco para não falhar o primeiro banhinho da minha filhota, mas é assim, as corridas valem sempre a pena.

Um abraço e até às Lampas.

Ultima Hora - Tempo Oficial – 44m37s (diz o site).

sábado, 4 de setembro de 2010

A melhor prova de sempre.....

Hoje, falo daquela que considero ser a melhor prova de sempre. Não é uma prova qualquer, é uma daquelas que se corre sem ténis, sem equipamento. Não é apenas e só corrida de estrada, muito menos de pista, tem montanhas, trilhos e uma data de caminhos. Posso dizer que é uma aventura sem trajectos definidos, sem mapas, gps ou postos de controlo. Mas digo-vos vale mesmo a pena fazer este prova, e passar o resto da vida com ela no pensamento.

Fui hoje pai pela segunda vez, agora de uma menina de nome Matilde. Conto com ela e com o seu irmão Tiago, para me ajudarem a percorrer todas as provas da minha vida, mas também para me servirem de guia na prova diária de ser PAI.
Percorri lado a lado com a mulher que Amo, mais 9 meses recheados de aventura, mas chegamos á meta e de mãos dadas com o nosso filhote Tiago, recebemos a nossa Matilde.
Não dedico provas aos meus filhos nem á minha mulher, pois desde o primeiro dia que sabem, que sem eles não seria quem sou e sem eles nunca teria conseguido percorrer os caminhos até onde agora estou.
Bem vinda Matilde e que pela tua vida sejas apenas e só tu mesma, pois assim terei sempre a certeza que os meus dois filhos fazem de mim o pai mais orgulhoso na corrida da paternidade.

A melhor e maior prova de todas é sem dúvida nenhuma o ser PAi.