segunda-feira, 12 de julho de 2010

Correndo no Blog

Passaram 3 meses, e a barreira dos 1000 visitantes já passou, o corredor de domingo até num site famoso já apareceu ( www.correrporprazer.com), muito me congratulo por isso, mas sei bem que sem a presença constante, de familiares, de amigos, de conhecidos e desconhecidos esta marca não teria sido alcançada.

Todos os “nossos” blog´s falam a mesma linguagem, a linguagem de quem corre. Usam as expressões da corrida e expressam os sentimentos e emoções que o correr nos transmite. Cada um ao seu estilo e ao seu jeito, partilha com esta grande família de cybernautas corredores, as vivências de cada corrida, de cada treino, de cada lesão, ou simplesmente de cada emoção. Sinto-me parte desta família de gente diferenciadora, que trás dentro de si o prazer de correr, de calcar o alcatrão, a gravilha, a areia, para palmilhar aqueles km´s por trilhos e estradas, que nos fazem sentir livres.
Não interessa se somos rápidos ou lentos, se corremos distâncias grandes ou pequenas, o que interessa, é que estivemos lá, lado a lado com gente por vezes desconhecida do mundo, para com eles partilharmos o prazer de correr.

Obrigado a todos aqueles que me deixaram ser um bloguista corredor, que me aceitaram nesta família, que é de todos e não é de ninguém. Obrigado a todos aqueles que comigo já partilharam km´s, por essas estradas, trilhos e areais, trocando palavras, ideias, experiências e vivências, porque sem isso não seria o mesmo corredor de domingo que sou hoje.

sábado, 10 de julho de 2010

Corredor de Domingo no Correr por Prazer

No Passado dia 6 o corredor de Domingo, foi dado a conhecer aos muitos seguidores do site Correr por Prazer. Foi com muito orgulho que aceitei o convite do Vitor Dias para dar a conhecer o "Corredor de Domingo", na sua rubrica de nome blogosfera Corredora. Para de algum modo imortalizar o momento no meu Blog, perdoem-me a repetição a quem já leu, mas fica aqui o texto na integra.

Corredor de Domingo


Autor: Vitor Dias  Categoria: Blogosfera Corredora

Antes de mais, o meu sincero agradecimento ao Vitor Dias, pelo convite para apresentar o meu blog à blogoesfera corredora, através do seu ilustre site, que é uma referência no mundo bloguista nacional e internacional.

O meu nome é Filipe Fidalgo, tenho 29 anos, sou casado e pai de um menino e para breve também de uma menina. Resido na cidade de Amora, margem sul do Tejo, e fiz da corrida o meu passatempo, mas também a voz da minha revolta perante uma lesão arreliadora que me afastou do desporto. Hoje a corrida é a minha tábua de salvação, mas também a minha linha orientadora para fazer do ano dos 30, um ano marcante.

O Corredor de Domingo é um filho recente na blogosfera corredora, diria até que ainda vai nos primeiros passos. Nasceu no primeiro dia de Abril, como se fosse mentira, e dois dias depois tinha o primeiro post. O nome nasceu por coincidência lógica com o dia em que corria todas as semanas, e ao mesmo tempo homenageando todos aqueles anónimos que fazem do domingo o seu dia de corrida.

O Corredor de Domingo, começou por ser o local ideal para a descrição das minhas peripécias corredoras, bem como a porta de entrada para o desconhecido Mundo dos atletas de pelotão. O Mundo daqueles que ninguém ouve falar, mas que é através deles que os eventos se tornam grandes e a corrida salta todas as fronteiras, tornando-se numa linguagem universal.

Ao fim de apenas três meses, tornou-se não só local de partilha de experiências, mas também de ponto de encontro de vários amigos e atletas de pelotão. A todos eles o meu muito obrigado e sejam sempre bem-vindos ao Corredor de Domingo.


Corram por Prazer, mesmo que não seja ao Domingo.


Filipe Fidalgo

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Entre o treino e o Rio.

Com o aproximar do Verão aumentam os corredores de Domingo, aqueles que querem perder os kilos a mais para caber no fato de banho e fazer figura à beira mar. Tenho pena que não saibam o que é ser um verdadeiro corredor de Domingo, que corre todo o ano faça chuva ou faça sol, apenas porque isso lhe dá prazer.

Todos passamos semanas embrenhados em trabalho, ansiosos por chegar a casa e sermos acolhidos efusivamente pela nossa família, que depois muito nos custa “abandonar” para saciar aquele bichinho que se chama corrida, e que nos corre nas veias, todos os dias das nossas vidas. Esta semana, mudei, aproveitei o sol de final do dia e deixei de ser apenas corredor de domingo. Dois dias, dois treinos, mais de trinta km´s e mais de 2 horas longe da família. Mas compensou pois além de treinar fui recebido efusivamente 2 vezes por dia.

19:30 de quinta-feira, 1 de Julho. Calcei os ténis e fui ver o rio. Saí de casa a precisar de algo, procurei em mim, e sem saber o que precisava, apenas corri. Corri até à Amora, passo a passo, sem obrigações de tempo. Cheguei ao rio e olhei, o espelho de água chamava por mim, fiz figura de forte e contornei. A maré cheia reflectia do outro lado a Arrentela, banhada por aquele sol de final de dia, que nos limpa a Alma e nos aquece ainda mais o corpo que já vai quente da corrida. Absorvendo os km´s continuei, percorrendo sozinho, um percurso cheio de gente, que ora andando ora correndo, partilhavam algo que não era seu, aquele passeio á beira-rio. Cheguei ao Seixal. A estrada cortada mas ainda vazia, tornava-se ideal para correr antes que a romaria às festas inundasse as ruas de um mar de gente. Ali já não havia passeio á beira-rio, apenas estrada, apenas eu e a estrada. Desliguei-me de tudo o que me envolvia. A corrida absorvera os meus sentidos, em cada passada, ouvia apenas a melodia que o meu corpo ritmado criava. Sem dar conta do tempo nem do espaço, acordei sobressaltado pelos muitos e eufóricos benfiquistas que saudavam os seus heróis à porta do centro de estágio. Retornei, percorrendo os mesmos caminhos, agora mais rápido, para também eu ser saudado, mas agora na minha chegada a casa.

19:30 de sexta-feira, 2 de Julho. Depois de ontem, voltei a percorrer o mesmo, as saudades da Baía, as saudades de partilhar o passeio que é de todos, aquele espelho de água, tudo isso me fez voltar. Sair da Amora, saudar a Arrentela e abraçar o Seixal, tudo isso na mesma corrida, é divinal. Já o regresso não foi só o rio, não foi só o passeio e aqueles que o partilham a me acompanhar. O som prévio ao concerto de Jorge Palma embrenhava-se na corrida com os acordes gastos e melodiosos de tantos versos e canções. Enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar… É a frase que retive, depois de tirar a mão do queixo e de não pensar mais nisso. Acabei por deixar-me rir. Estava de novo na minha Amora, naquele cantinho à beira-rio, onde as casas baixinhas e as gentes de outrora nos fazem sentir em casa. Nada melhor para terminar mais um treino e mais uma semana.