segunda-feira, 14 de junho de 2010

Treino no Parque do Serrado

Uns criticam, outros satirizam, mas os do lado de cá do rio regozijam, por saberem que é aqui na margem sul que se sentem em casa, por terem não um, mas sim, vários parques onde podem fazer aquilo que mais gostam, correr.
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A margem sul é propícia a estas coisas, sol quente como um Deserto, mas uma imensidão de água, as gentes por vezes frias, mas um ambiente acolhedor que nos aquece. Entre os concelhos de Almada e Seixal podemos encontrar vários locais que germinam desse calor das gentes da terra, desse brio que enche os que são de cá, para partilhar com os que vêm de lá.
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Este fim-de-semana fiquei por casa, sim porque o treino foi ao fundo da rua, naquele cantinho que posso chamar de casa, devido a tantas vezes já lá ter corrido. 10 km´s no Parque do Serrado, e mais meia dúzia de rampas, isto tudo com um grau de dificuldade média, não pela distância, mas pelo terreno acidentado que marca este pequeno parque na Amora. O pequeno parque acolhia às 9h, vários Corredores de Domingo, bem como alguns afoitos caminheiros que ao som do chilrear dos pássaros e ao cheiro a Alecrim, se juntavam involuntariamente para partilhar aquele ambiente calmo de mais uma manhã desportiva.                                     
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Lembro-me desde sempre de dar umas corridas por ali, ora para um corta-mato escolar, ora para um treino de pré-época, ora para desfrutar apenas de uma pequena corrida. Já vi aquele local ser parque de Campismo para a Festa do Avante, mas também palco do Cross Internacional da Amora, por isso, para mim é uma casa. Tal como muitos dos outros parques espalhados por Almada e Seixal o são para outros corredores de Domingo.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Correr uma Maratona….

Todos nós efectuamos uma interpretação diferente da corrida, mas quando entramos numa prova, do primeiro ao último classificado todos tem um objectivo comum ….cortar a meta.
Neste post não falo de nenhuma experiência pessoal, nem descrevo nenhuma das minhas corridas, tento apenas passar um testemunho, ou melhor 5 testemunhos. São 5 pessoas, do atleta de elite ao atleta de pelotão, que têm todos o mesmo objectivo: terminar a maratona de Chicago. São 5 viagens simultâneas ao mundo da corrida, desde o nascer da ideia de terminar uma maratona, passando pela preparação e terminando na linha de chegada.
Todos passam pelos mesmos passos, todos têm o mesmo objectivo, mas todos vivem sentimentos e emoções diferentes em torno da corrida. Percam seis minutos, mas deixem-se levar na frase que serve de mote para o filme...
 
"When you cross the finish line...you change your life for ever".
 
...porque no fim tal como eu, também vão querer terminar uma maratona.
 
 

domingo, 6 de junho de 2010

9ºCorrida do Oriente

Haruki Murakani, escreveu um dia que aquilo que mais gostava era de correr com sol e muita água por perto. Foi isso que aconteceu na 9.ª edição da Corrida do Oriente, o Tejo deu-nos as boas vindas, despediu-se na partida e acolheu-nos à chegada.
Dia de Sol, algum vento, mas com os jardins do Tejo e ele próprio a criarem uma paisagem linda! De um rio que orgulha os lisboetas, só se podia esperar aquela paisagem, que nos enche a alma, e nos abana por dentro como que a empurrar-nos para uma prova que já vai na sua 9.ª edição, nesta parte oriental de Lisboa.


Cheguei uma hora antes para o levantar os dorsais, e como que combinado, chegava à mesma hora a dupla Tandur e respectivas famílias, claro que desta vez também eu levava a minha falange de Apoio. Consultei as listagens e aí estava ele, o Dorsal 1255, que me acompanharia ao longo dos 10km. Um ligeiro aquecimento, uma foto com o puto, uma outra da ponte, o beijinho de boa sorte e já estava pronto. Tiro de partida, começava a aventura. Parti bem com alguns zigue-zagues como que a fintar os mais vagarosos, percorri com o olhar aquele mar de gente, e apesar rodeado de todos aqueles entusiastas da corrida, senti-me sozinho. Não encontrara na partida, o António Almeida nem o Vitor Veloso, bons amigos que certamente seriam uma grande companhia. Enfim, vamos correndo a ver o que isto dá. Ao 3.º km continuava a passar atletas, duas atletas da Garmin com dois dos Caixienses, iam logo ali à frente num ritmo muito idêntico ao que levava, aproximei-me e na primeira subida percebi que as Garmin estavam a ficar para trás, descolei, trazendo atrás de mim os dois caixienses que me acompanharam até aos 5 km, onde por entre duas ou três palavras e um quadrado de marmelada, me desejaram uma boa prova, pois o ritmo estava muito forte. Aí, estava o último retorno, já tinha passado o meio da prova com 20m36s e achei que mantendo ritmo faria uma bom resultado, do lado contrário cruzava o Vítor Veloso que me transmitiu força. Amigo, desculpa não ter respondido mas já ia em modo de poupança. Placa dos 8km, faltavam apenas dois, olhei para o relógio e tinha conseguido manter o ritmo desejado, mas estava na altura de apanhar uma boleia, pois nesta altura ia sozinho e tinha a perfeita noção que era difícil manter o andamento. Apertei mais um pouco e fui colado a dois atletas do Banif, aproveitei a posição para cortar o vento e a boleia da passada rápida em que iam para chegar ao fim. Os três ainda passamos mais 4 atletas que não conseguiram acompanhar o ritmo e vir no nosso encalço. Entravamos na última rua, com nome daqueles que sofrem e vingam, o passeio dos Heróis, era o caminho certo para a meta.


Olhei para o relógio, estava a 200 metros de bater o meu recorde pessoal nesta distância. Não que seja grande coisa, mas consegui, 40m55s mostrava o relógio oficial, estava feito. Chegara a Bom Porto esta corrida. Para meu rejúbilo pessoal o meu filhote chamava-me, alegre de me ver, correndo para comigo recolher as lembranças de final de corrida. Ainda ouve tempo de saudar mais uma vez a família Almeida que bem como os Veloso, ambas famílias de boa gente, com muito orgulho, vivem de modo muito próprio e peculiar estas aventuras de fim-de-semana. Obrigado pela vossa sempre simpática companhia.